28.1.26

Sicó precisa de um geoportal dos baldios!

Imagem: Projecto Bem Comum


Nos últimos anos tenho acompanhado de perto, através de pessoas ligadas a projectos vários, um projecto particularmente interessante, no Minho, no qual já tive a honra de ser convidado, enquanto geógrafo, a testar/validar uma proposta de actividade inovadora. Isto porque já há vários anos que falo na questão dos baldios de Sicó, especialmente no facto de desconhecermos as áreas respectivas dos baldios nos vários municípios da região de Sicó. Mesmo nos geoportais municipais, a informação sobre os baldios não existe, restando saber porquê e porque ainda nada foi feito para que se conheça os mesmos e o que se faz nos mesmos, já que é do interesse público.

Deixo, por isso, o desafio à Terras de Sicó e aos municípios de criarem uma plataforma dedicada aos baldios da região de Sicó.

Transcrevo um resumo presente no site do geoportal dos Baldios do Minho:

"ACTIVIDADE 7.5.2. Criação e dinamização de Plataforma e Rede Digital Colaborativa - Geoportal dos Baldios do Minho [ALTO MINHO, CÁVADO, AVE]


Projectos de inovação social e dinamização económica, aliando o conhecimento técnico-científico e a sabedoria local, fomentam a capacitação e revitalização de sistemas socio-ecológicos, melhorando a habitabilidade e sustentabilidade locais. Plataformas digitais, como um Geoportal, integram dados de diversas áreas de espaços comunitários, facilitam a análise e desenvolvimento de propostas para melhorar a produção agro-silvo-pastoril, actividades culturais e turísticas, e incentivam a fixação de jovens. Nesse sentido, visa-se criar e dinamizar uma Plataforma e Rede Digital Colaborativa dos Baldios – Geoportal dos Baldios do Minho - com a recolha, processamento e partilha de dados espaciais, para suporte à decisão, bem como promoção e disseminação de boas práticas das comunidades locais."

 

19.1.26

Uma realidade tremendamente preocupante!



Nos últimos meses fiz centenas de km por Ansião, conhecendo o mesmo a um pormenor até agora impensável. Vi muito e destaco agora um problema que será gravíssimo em poucos anos. Falo, claro, da moda dos tapetes de plástico verdes, a que alguns colocam o rótulo de espaços verdes, quando de verdes só têm a cor e são uma ofensa aos espaços verdes reais. 
É um cenário deveras preocupante, a começar pela poluição dos microplásticos, problema para o qual abri realmente os olhos há uns anos, numa praia do País Basco, onde o problema estava ali literalmente à distância de uma mão, na areia. 
Qual o problema destes tapetes verdes? Isso mesmo, os microplásticos, pois estes tapetes de plástico vão-se degradando a soltando micropartículas que, no final, vão chegar ao nosso sangue, à placenta das grávidas, etc. Uma verdadeira bomba relógio que temos de mitigar. Uma das soluções é ver a possibilidade de proibir em sede de PDM a utilização de materiais plásticos e afins nos denominados espaços verdes. Ns espaços verdes usam-se herbáceas, arbustos e árvores!
Na imagem podem ver uma das muitas situações que ocorrem por todo o concelho, seja em espaços públicos, seja em espaços particulares. Neste caso é no Avelar, ao lado dos campos de ténis. 
E deixem de ser preguiçosos, pois se não querem ter grande trabalho, deixem de usar relva, usando espécies autóctones, adaptadas ao clima e carentes de pouca manutenção. Se não sabem, têm um bom remédio, fazer como eu, que aprendi sobre espaços verdes. Quem precisar de ajuda já sabe onde me encontrar...

 

14.1.26

Duas boas notícias para o património geológico da região de Sicó!


Fonte: imagem CM-Pombal)


As últimas semanas têm sido muito boas para o património geológico da região de Sicó. Há dois motivos para isso, o primeiro é o de que as pegadas de dinossauro de Alvaiázere entraram no Inventário Nacional de Património Geológico, uma lista restrita de geosítios de importância nacional. O segundo é o prémio geoconservação ganho por Pombal, atribuído pela PROGEO, através do grupo português. Como sou do meio do património geológico e geoconservação, não me surpreende isto, já que no caso de Pombal já acompanho há alguns anos o notável trabalho dos paleontólogos envolvidos, e no caso de Alvaiázere fui interveniente na descoberta para a ciência das pegadas em causa, mais concretamente das primeiras que depois se "transformaram" em mais algumas após escavações, através do notável trabalho de paleontólogos e geólogos de renome nacional.

Em suma, um bom início de 2026, esperando eu que mais boas novas surjam nos próximos meses... Quando se investe no património geológico, os frutos surgem mais tarde ou mais cedo. Fica a dica!

6.1.26

Começar o ano com novas perspectivas!



Da mesma forma que é difícil pensar no último comentário do ano, também é difícil pensar no primeiro comentário do ano. Mas este ano foi fácil começar o ano com novas perspectivas sobre o património natural. Sim, bela forma de vos captar a atenção e estimular o pensamento, não é?